Mais que Diploma uma Vivência!

Mais que Diploma uma Vivência!

Monday, November 26, 2007

Resumo trabalho de Articulação UNOPAR módulo 3

CENTURIÓN, Marília. [et al]. Jogos, projetos e oficinas para educação infantil. São Paulo: FTD, 2004.

Resumo

Sendo a educação Infantil a primeira etapa da educação básica, tendo por finalidades o desenvolvimento intengral da criança de até seis anos de idade, tem o educador dessa etapa educacional uma função que como pressuposto um trabalho que toma a vivência e os conhecimentos prévios da criança como ponto de partida, ampliando-os à construção de novos conhecimentos, valorizando suas descobertas e respectivas manifestações, incentivando sua forma de comunicar-se sua criatividade e espontaneidade, num ambiente que propicie experiências prazerosas. Ampliando os conhecimentos adquiridos.
As crianças sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio, no qual os educadores da educação infantil tem um papel socializador, permitindo que as crianças diversificam suas aprendizagens e que possam desenvolver uma identidade própria. Propriciando então atividades e experências ricas, sejam brincadeiras e/ou jogos. Segundo o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil a prática, trás as exigências de propiciar desde a infância a formação de sujeitos de direito tem na Instituição de Educação Infantil um dos referenciais como espaço social para construção da cultura, de saberes, potencialidades, interesses, valores estéticos e de identidades individuais e coletivas. Desenvolvendo uma imagem positiva de sí, autônoma e confiante de suas capacidades e percepçãoes de suas limitações, descobrindo e conhecendo progressivamente seu próprio corpo, como também valorizando hábitos de cuidados com a saúde e com o bem-estar. Estabelecendo vínculos de reciprocidade afetiva com os adultos e crianças, fortalecendo assim a auto-estima. Além de toda prática à propriciar o desenvolvimento cognitivo da criança, o educador deve avaliar sua prática docente como também o desenvolvimento da criança, sendo então a avaliação da educação um ponto crucial onde o professor não irá delegar notas pelo alcance dos objetivos e sim descrever o desenvolvimento da criança de acordo com cada fase que a mesma vai ultrapassando, sendo de forma diagnóstica, somativa e/ou formativa, que consiste em acompanhar todo os processos educativos, por meio das observações e registros. Cujo as características da avaliação na educação infantil (global, contínua e formtiva), permitem ao professor direcionar sua prática educativa, de modo a respeitando as potencialidades das crianças, proporcionar a elas grandes quantidades e variedade de experiências de aprendizagem, de modo que alcancem um maior desenvolvimento de suas capacidades. As intervenções educativas do educador deve ser uma observação direta e sistemática, dentre o processo de construção e reconstrução dos conhecimentos.
A comunicação é essencial entre os seres da mesma espécies, sendo praticamente impossivel imaginar pessoas sem comunicar-se, a linguagem oral é o meio que no qual utilizasse para expressar idéias, sentimentos, opiniões, como também adquirir conhecimentos. Sendo a linguagem um produto linguístico que se manifesta através da oralidade, textos escritos, desenhos, formas de expressões e deiferentes dialetos.A linguagem tem importânica na formação do sujeito, para interação com outra pessoas e nas orientações das ações das crianças, na construação de muitos conhecimentos e no desenvolvimento do pensamento. Aprender uma lingua vai além de aprender palavras e significados mas seus significados culturais, como a maneira que o povo interpreta e interage com a realidade. Na educação infantil, as experiências significativas não devem ser apenas pelo ensino-aprendizagem do ler e escrever mas a ampliação ao acesso ao mundo letrado cheio de signos e significados, podendo a criança, num simples desenho dar ao educador uma leitura de mundo onde pode demonstrar sua aprendizagem que vai além de falar, escutar, ler e escrever. Partindo do pressuposto da utilização da expectativa que a criança tráz ao ingressar à educação infantil, cabe ao educador seguir uma linha onde explore a curiosidade da criança, aguçando assim os sentidos tornando as aulas atraentes ao diversos e diversificados olhores da criança. Como o ensino da Natureza e Sociedade, que no qual o educador pode explorar vários assuntos, utilizando recursos simples porém diversos, criando e recriando espaços na própria sala de aula. Pois o conhecimento de mundo é transmitido à criança desde o seu nascimento, como por exemplo o simples fato de levar uma criança a vivênciar momentos que possa confrontar diretamente com a realidade como uma aula passeio no próprio bairro da escola, cujo está apresentando à criança a construção social e espacial.
Na educação Infantil não faz sentido algum fragmentar os conteúdos em matérias, como matemática, geografia, história e etc., pois a criança não tem o conhecimento como algo compartilhado. Mas isso não quer dizer que as matérias não estarão presentes na aprendizagem. Por isso os conteúdos devem ser organizados como um roteiro básico, nem sempre claramente delimitado a uma única área, mas num mesmo tema poderá ser abordado vários conteúdos disciplinares. Pois o foco principal no ensino-aprendizagem é confrontar a criança com a realidade fazendo que sua aprendizagem internalize, dando assim a noção de como enfrentar certos obstáculos do cotidiano, ou seja o novo.
Uma forma muito usual e essencial na educação infantil de “ensinar” ou relacionar algum conteúdo, que um educador queira que às crianças internalizem ou ”aprendam” é através da música, melhor ainda se for com alguns gestos, por que além da criança ter que memorizar a letra, terá que coordenar com os gestos. E associada a música estão a dança, as brincadeiras e os jogos com movimentos e gestos corporais. A cultura brasileira é muito rica e deve ser muito utilizada para complementar as atividades escolares, como por exemplo a utilização das adivinhas, parlendas, as trava-línguas, ditados populares, os contos, todo o folclore em si, pois além da criança esta aprendendo mais sobre a cultura local como também trás para a classe culturas, pois é muito comum a imigração, sendo que as escolas locais, de bairros estão cheias de crianças de diversas parte do nosso país. Como as adivinhas que na realidade são jogos de palavras, apresentados em forma de versos, são como passatempo, para entreter, diverti e desenvolver o raciocínio lógico e difundir a cultura local. As parlendas são rimas simples, que também divertem, distraem, ajudam muito na memorização e dão noção de seqüência, sendo parlenda musicais ou apenas rimas. Parlenda utilizadas para ensinar a memorizar, são as mnemônicas, rimas sem músicas. Outro termo utilizado para as parlendas é trava-línguas, pois são em forma de verso ou prosa, organizadas de forma que se torna dificil pronunciá-la se tropeços. A graça nesse jogo consiste em que quem o diga se equivoque ou, simplismente não consigo terminar a sucessão de “travas”. Esses jogos populares são transmitidos de gerações em gerações oralmente e com o tempo sofreram algumas variações. Há informações que os trava-línguas são utilizados pelos fonodiólogos nos tratamentos de distúrbios de fonação, ajudando a destravar a língua na pronúncia das palavras. Os provérbios ou ditos populares são ricos em imagens, sendo uma sentença de caráter prático e popular, servem pra expressar formas sucintas. Como por exemplo, agua mole em pedra dura tanto bate até que fura, este serve pra relacionar a persistência.
As parlendas, os proverbios, os trava-línguas, devem vir de encontro ao interesse da criança, de acordo com a realidade da mesma. Portanto os projetos a serem utilizados pelos educadores devem partir da realidade não somente do aluno como também da escola. Maneiras simples são a utilização de oficinas que possam emglobar todas as crianças e utilizam datas comemorativas, que compõe o calendário brasileiro. Por exemplo o carnaval, as festas juninas, dia da independência e tantas outras tradicionais do calendário brasileiro.
Não esquecendo que a arte deve estar inserida em tudo na educação infantil, seja apenas num desenho, pintura ou dramatização de histórias infantis, sendo de forma estética para que a criança possa se projetar no cotidiano, ou seja na realidade de seu dia-a-dia. Com isso os projetos na educação infantil são de forma interdisciplinares pois devem abranger todos os campos e exigências do Referencial Curricular Nacinal para Educação Infantil.


Educação Pautada no Movimento

Tanto o texto do módulo como o livro, retrata que a proposta da educação deve ser incorporada pela escola de maneira única, valorizando as brincadeiras, os jogos e a imaginação, pois além do que a criança trás de aprendizagem do lar para a escola, os primeiros anos no cotidiano escolar são de suma importância para a criança, como também para a família. Pois há uma troca de informação continua, ou seja, as vivências diárias das crianças, como também de culturas. O desenvolvimento infantil se dá pelo movimento, favorecendo as estruturas do pensamento e da linguagem assim como a relação com o ambiente e com as pessoas.
De acordo com o “Módulo de Pedagogia quatro”, o termo movimento se refere à “[...] característica de comportamento de um membro específico ou de uma combinação de membros [...] partes que compõe as habilidades [e as ações]” (MAGILL, 2000, p7).

O termo habilidade motora se refere ao movimento voluntário do corpo ou dos membros para atingir uma meta. A habilidade de dança balé, por exemplo, exige passos e movimentos corretos, em tempo determinado, para atingir um objetivo específico.

O professor deverá ter objetivos bem específicos e direcionados à estruturação de um trabalho com o corpo, é possível proporcionar à criança elementos que lhe garantam um bom desenvolvimento motor e que favoreçam a conquista da autonomia. O processo de aprendizagem caracteriza-se por uma transformação progressiva das capacidades motoras da criança, em função das situações de desafio em que ela é colocada. Sendo indispensável para o equilíbrio físico, cognitivo, social e afetivo, como também pela estruturação espaço-temporal, pelas experiências e exercícios gráficos e específicos que a criança venha se defrontar ao longo do seu desenvolvimento e aprendizagens. O correr de uma criança não é o mesmo que de um adulto, como o andar de uma mulher não é o mesmo que de um homem... (MEDINA, 1992, p.49). O que diferem são os significados que estão implícitos.
Os autores do livro não relatam especificamente do ensino do movimento, mas inserido em muitas atividades que podem ser desenvolvidas com todas as faixas etárias da educação infantil, ou até mesmo do fundamental, são atividades relacionadas a movimento e linguagem, como por exemplo, as cantigas de roda que além da criança ter que lembrar a letra no momento da brincadeira tem que coordenar o gesto de acordo com a música.
Portanto, o movimento esta inserido no ensino de qualquer que seja o conteúdo ou disciplina, pois não tem como um aluno ter aula de artes sem que faça qualquer movimento. O ato de segurar um lápis para desenhar, a criança, esta utilizando o ensino do movimento. Sendo que a movimentação da mão ao segurar o lápis, por exemplo, uma criança de 3 anos, que ainda não possui o desenvolvimento completo dessa habilidade, ou seja, a coordenação motora estará utilizando do ensino do momento numa aula de artes, pois o objetivo maior e explicito, é que a criança segure o lápis para desenhar. Contudo, cabe ao professor e a escola o entendimento que, não há aprendizagem de “conteúdos” sem a utilização, ou melhor, a interiorização pela criança do ensino do movimento principalmente na educação infantil.

Referências

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil: conhecimento de mundo. Brasília: o Ministério, 1998. v3. 253p.

CARULLI. Sandra Regina, ROCHA. Genivaldo Severiano da, Compreendendo a relação da educação física com a alfabetização, 2007 São Paulo.
Disponível em: http://www.objetivo.br/colegio/artigos/artigo04.asp
Acessado em: 01 de novembro de 2007.

CENTURIÓN, Marília. [et al]. Jogos, projetos e oficinas para educação infantil. São Paulo: FTD, 2004.

FARIAS. Gérson Carneiro de, Intervenção Precoce: Reflexões Sobre O Desenvolvimento Da Criança Cega Até Dois Anos De Idade, 2007.
Disponível em:< q="cache:1gu2o3Mm51YJ:200.156.28.7/Nucleus/media/common/Nossos_Meios_RBC_RevDez2003_Artigo_1.rtf+piaget+motricidade+e+linguagem&hl="pt-BR&ct="clnk&cd="3&gl="br">
Acessado em: 01 de novembro de 2007.


UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ. Sistema de Ensino Presencial Conectado. CURSO SUPERIOR DE PEDAGOGIA.: Material Didático - Módulo 4. BQ, PR, 2007.
Disponível em:
Acessado em: 1º de novembro de 2007.

Monday, September 03, 2007

Fundamentos Metodológico do Ensino da Arte

Aula de Artes Visuais

Conteúdo: Composição Visual Tridimensional (modelagem) – Monstros S.A.
Público Alvo: Esse trabalho foi desenvolvido com crianças de 4 a 5 anos da Educação Infantil numa sala com 12 crianças do período vespertino (observação do estagio do módulo III – 2007/1) .
Relato: A professora recepciona as crianças que estão chegando numa rodinha no tapete e inicia a aula conversando com as crianças sobre Convivência, mas própriamente sobre seus familiares, irmãos e amigos. Faz algumas perguntas, como quem tem irmão; ou primos; ou amigos; quem mora com eles em casa; como são seus irmãos; como são seus amigos; se os irmãos estudam na mesma escola; se os amigos são da escola ou do bairro; qual a idade deles; de que costumam brincar; onde brincam; se brigam; se dormem juntos no mesmo quarto; se os amigos dormem na sua casa, ou se as crianças dormem na casa de seus amiguinhos; e de que as criança tem medo; etc.
Depois da conversa investigativa, a professora leva as crianças para a sala de vídeo onde coloca para que assistam o filme “Monstros S.A” (Disney), no qual a maioria das crianças contam que já haviam assistido o filme e comentam, se gostaram ou não.
No decorrer do filme a professora entrega às crianças bonecos enborrachados dos personagens do filme, onde uma da criança ressalva que possuia um dos bonecos e que havia ganhado numa lanchonete na compra de um lanche quando foi com seus pais em um dos Shopping Centers da cidade. As crianças brincam com os bonecos, e a professora faz com que elas percebam as formas e tamanhos, através do tato e como também as cores. Como também indaga se alguma delas tem medo do escuro, de bicho papão e etc., muitas delas responde que tem medo do escuro e que dormem de luz acesa.
Então, as crianças começam a comentar que teriam bonecos de borracha – personagens de filmes infatins, como a atenção e concentração das crianças com o filme já havia acabado, a professora pergunta se as crianças querem voltar para sala e construirem seus bonecos com massinha.
Na sala, a professora leva as crianças para a mesa das atividades onde recebem massinhas de modelar de várias cores. A professora solicita ao alunos, que façam bichinhos ou monstrinhos, podia ser do jeito que desejarem, gordinho ou magrinho, feio o bonito, grande ou pequeno, da cor que quiserem.
Após a construção de seus monstrinhos a professora pede que cada um apresente sua criação para o restante da sala, e sem esquecer que o bichinho ou monstrinho teria que ter um nome.
Por fim a professora combina com os alunos que os monstrinhos ou bichinhos ficariam em exposição na pratileira da sala.
Conclusão: Eu achei que a proposta da professora foi bem interessante, porém um pouco cansativa, pois as crianças eram muito agitadas e ela foi um pouco afoita ao dar os bonecos para as crianças no momento em que estavam assistindo o filme.
Experiência Estética
Minha experiência estética foi na cidade onde moro, Florianópolis/SC, onde estão às pontes de ligação entre a ilha e o continente, Colombo Sales, Pedro Ivo e o cartão postal da cidade, a ponte Hercílio Luz.
Quando em horário de “pico” há um enorme movimento no trânsito, dos carros, ônibus, caminhões e etc., que saem da ilha em direção ao continente. Como o tráfego desses veículos é intenso, e o fim de tarde do dia a dia na capital, faz com que as pessoas criem um expectativa de chegar mais rápido à seus destinos, fazendo com que as pessoas ultrapassem os limites, ou seja, a velocidade, levando em risco muitas vezes suas próprias vidas e a do próximo.
Contudo, num final de tarde de verão, quando o sol estava se pondo ao norte da cidade, por trás da ponte Hercílio Luz que corta o mar que banha as Baías Sul e Norte, fazendo com que o céu se iluminasse com as cores amarelas, laranjas, azuis e rosas, dando o efeito de raios riscando o céu indo de encontro ao mar.
E sobre a ponte Colombo Sales onde os carros transitavam sentido ao continente, como havia mencionado, a pressa de um motorista provocasse um acidente, acarretando aos carros que vinham em seguida um enorme engavetamento, onde trancou as pistas subseqüentes.
Mas o farol dos carros, no entardecer, deu-me a impressão, como uma paisagem futurista, onde os carros sobrevoassem o mar, como espaços-nave coloridas e muito iluminadas.
Como estava no meio de todo aquele alvoroço, a imagem me fez sentir como se nada estivesse acontecendo naquele momento, me dando a sensação de paz interior, melancolia e satisfação. Mas no mesmo momento em que estava tudo acontecendo ao meu redor e todos os carros estavam parados, uns motoristas buzinando outros ouvindo música bem alta, dando a sensação que nada havia acontecido, surge-me a necessidade ou curiosidade em saber se havia acontecido alguma coisa grave. Então a polícia passa buzinando dando a sensação de gravidade pelo fato ocorrido, surgindo então a angustia por não saber o que estava se passando.

Campos Conceituais da Arte e Experiência Estética

No significado da palavra “ARTE” pode ter várias conotações, segundo o dicionário, arte s.f. Conjunto de preceitos para a perfeita execução de qualquer coisa; atividade criativa; artifício; ofício; profissão; astúcia; habilidade; travessura. Porém segundo a coordenadora do deFátima Atelier, em Cuiabá - Mato Grosso, Maria de Fátima Seehagen,

ARTE s.f. Atividade que supõe a criação de sensações ou de estados de espírito de caráter estético carregados de vivência pessoal e profunda.
(...) “A capacidade criadora do artista de expressar ou transmitir tais sensações ou sentimentos”.

Como pudemos perceber tudo o é criado ou recriado pelo ser humano pode ser considerado arte, gerando para si ou para o próximo sensações ou sentimentos. Por isso a arte pode ser considerada numa conotação, relativa, pois para uma pessoa uma obra pode causar impacto de afeição, para outra pessoa pode não causar nada.
Durante as atividades desenvolvidas na classe de educação infantil as crianças puderam se expressar através da arte, criação dos monstrinhos, seus sentimentos de alegria, angústias e medos. Muitas das atividades propóstas nas aulas de Pedagogia, também fizeram com que nós alunas, pudessemos ter expressões de seus sentimentos, como lembranças da infância, nossos anseios e saudades.
Contudo a arte dentro de sala de aula vem sendo modificada no olhar do educador, pois não é mais tida como apenas um momento onde a criança vai “desenhar”, e sim um momento como todos os outros, vai desenvolver aptidões, habilidades, onde a criança poderá ou não expressar mais facilmente problemas que por ventura possa estar acontecendo, como também expressar seu desenvolvimento intelectual.

Referências

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil: conhecimento de mundo. Brasília: o Ministério, 1998. v3. 253p.

UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ. Sistema de Ensino Presencial Conectado. CURSO SUPERIOR DE PEDAGOGIA.: Material Didático - Módulo 3. BQ, PR, 2007.
Disponível em:
Acessado em: 24 de agosto de 2007.

BORGES. Elaine O brilho que se foi. 2003. Disponível em:
Acessado em: 25 de agosto de 2007.
Foto Ponte Hercílio Luz,
Disponível em:
Acessado em 25 de agosto de 2007.


SEEHAGEN, Maria de Fátima. O Que é Arte? MT, 2007.
Disponível em:
Acessado em: 31 de agosto de 2007.

Monday, May 14, 2007

Pesquisa...

OS FAZERES NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Rossetti-Ferreira, Maria Clotilde
& Mello, Ana Maria & Vitória, Telma & Gosuen, Adriano & Chaguri,
Ana Cecília (orgs.) – Cortez / 1998 –198p.

Conta histórias sobre as formas de trabalhar com as crianças em creches e pré-escolas, tecendo as experiências práticas e os conhecimentos produzidos por um grupo de educadores e pesquisadores da Universidade de São Paulo. Os temas abordados são: os medos, a alimentação, a higiene, o sono, as mordidas, as brigas, os materiais didáticos e os brinquedos, a chegada de uma criança portadora de deficiência, os afetos e desafetos, a arrumação do espaço, a aprendizagem e seus problemas, os limites, a disciplina.

Friday, April 20, 2007

21 de abril feriado; Por que mesmo???

TIRADENTES: O Primeiro Grande Mártir da Independência do Brasil


TIRADENTES ( Joaquim José da Silva Xavier) (1746-1792), é considerado o grande mártir da independência do nosso país. Nasceu na Fazenda do Pombal, entre São José ( hoje Tiradentes) e São João del Rei, Minas Gerais. Seu pai era um pequeno fazendeiro. Tiradentes não fez estudos das primeiras letras de modo regular. Ficou órfão aos 11 anos; foi mascate, pesquisou minerais, foi médico prático. Tornou-se também conhecido, na sua época, na então capitania, por sua habilidade com que arrancava e colocava novos dentes feitos por ele mesmo, com grande arte. Sobre sua vida militar, sabe-se que pertenceu ao Regimento de Dragões de Minas Gerais. Ficou no posto de alferes, comandando uma patrulha de ronda do mato, prendendo ladrões e assassinos.

Em 1789 o Brasil-Colônia começava a apresentar algum progresso material. A população crescia, os meios de comunicação eram mais fáceis a exportação de mercadorias para a metrópole aumentava cada vez mais. Os colonos iam tendo um sentimento de autonomia cada vez maior, achando que já era tempo de o nosso país fazer a sua independência do domínio português.



Houve então em Vila Rica, atual cidade de Ouro Preto, no Estado de Minas Gerais, uma conspiração com o fim de libertar o Brasil do jugo português e proclamar a República. Uma das causas mais importantes do movimento de Vila Rica foi a independência dos Estados Unidos, que se libertara do domínio da Inglaterra em 1776, e também o entusiasmo dos filhos brasileiros que estudaram na Europa, de lá voltando com idéias de liberdade.

Ainda nessa ocasião não era boa a situação econômica da Capitania de Minas, pois as Minas já não produziam muito ouro e a cobrança dos impostos ( feita por Portugal) era cada vez mais alta.

O governador de Minas Gerais, Visconde de Barbacena, resolveu lançar a derrama, nome que se dava à cobrança dos impostos. Por isso, os conspiradores combinaram que a revolução deveria irromper no dia em que fossem cobrados esses impostos. Desse modo, o descontentamento do povo, provocado pela derrama, tornaria vitorioso o movimento.

A conjuração começou a ser preparada. Militares, escritores de renome, poetas famosos, magistrados e sacerdotes tomaram parte nos planos de rebelião. Os conspiradores pretendiam proclamar uma república, com a abolição imediata da escravatura, procedendo à construção de uma universidade, ao desenvolvimento da educação para o povo, além de outras reformas sociais de interesse para a coletividade.

Uma das primeiras figuras da Inconfidência foi Tiradentes. O movimento revolucionário ficou apenas em teoria, pois não chegou a se realizar. Em março de 1789, o coronel Joaquim Silvério dos Reis, que se fingia amigo e companheiro, traiu-os, denunciando o movimento ao governador.

Tiradentes achava-se , nessa ocasião no Rio de Janeiro. Percebendo que estava sendo vigiado, procurou esconder-se numa casa da rua dos Latoeiros, atualmente Gonçalves Dias, sendo ali preso. O processo durou 3 anos, sendo afinal lida a sentença dos prisioneiros conjurados. No dia seguinte uma nova sentença modificava a anterior, mantendo a pena de morte somente para Tiradentes.

Tiradentes foi enforcado a 21 de abril de 1792, no Largo da Lampadosa, Rio de Janeiro. Seu corpo foi esquartejado, sua cabeça foi erguida em um poste em Vila Rica, arrasaram a casa em que morava e declararam infames os seus descendentes.

Enciclopédia Ilustrada do Ensino Primário. São Paulo: Formar, 1973.p/53-55.