Mais que Diploma uma Vivência!

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Thursday, June 22, 2006

Aula do dia 21 de junho - Unopar - Psicologia da Educação


1. INCONSCIENTE, PRÉ-CONSCIENTE, CONSCIENTE
Freud distinguiu três níveis de consciência, em sua inicial divisão topográfica da mente:
consciente - diz respeito à capacidade de ter percepção dos sentimentos, pensamentos, lembranças e fantasias do momento;
pré-consciente- relaciona-se aos conteúdos que podem facilmente chegar à consciência;
inconsciente- refere-se ao material não disponível à consciência ou ao escrutínio do indivíduo.
Freud desenvolveu a teoria psicanalítica, baseado em sua experiência clínica. O ponto nuclear dessa teoria é o postulado da existência do inconsciente como:
a) um receptáculo de lembranças traumáticas reprimidas;
b) um reservatório de impulsos que constituem fonte de ansiedade, por serem socialmente ou eticamente inaceitáveis para o indivíduo.
As motivações inconscientes estão disponíveis para a consciência, apenas de forma disfarçada. Sonhos e lapsos de linguagem, por exemplo, são exemplos dissimulados de conteúdos inconscientes não confrontados diretamente.
Muitos experimentos da Psicobiologia vêm corroborando a validade das idéias psicanalíticas sobre o inconsciente.

2. ID, EGO, SUPEREGO
De acordo com a teoria estrutural da mente, o id, o ego e o superego funcionam em diferentes níveis de consciência. Há um constante movimento de lembranças e impulsos de um nível para o outro.
O id é o reservatório inconsciente das pulsões, as quais estão sempre ativas. Regido pelo princípio do prazer, o id exige satisfação imediata desses impulsos, sem levar em conta a possibilidade de conseqüências indesejáveis.
O ego funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, embora também contenha elementos inconscientes, pois evoluiu do id. Regido pelo princípio da realidade, o ego cuida dos impulsos do id, tão logo encontre a circunstância adequada. Desejos inadequados não são satisfeitos, mas reprimidos.
Apenas parcialmente consciente, o superego serve como um censor das funções do ego (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais), sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição.


3. ANSIEDADE
Medo é a resposta emocional a um perigo real. Ansiedade é uma reação de temor ou apreensão diante de situações inócuas ou pode ser uma resposta desproporcional ao grau real de 'stress' externo.
Os sintomas psicossomáticos podem ser: palpitações, boca seca, dilatação das pupilas, falta de ar, transpiração, sintomas abdominais, tremores e tontura. As reações emocionais também incluem irritabilidade, dificuldade de concentração, inquietação e evitação da situação ou objeto temido.
Ansiedade é a expressão sintomática de um conflito emocional interno que ocorre quando certas experiências, sentimentos e impulsos muito perturbadores são suprimidos da consciência.
Mesmo fora da consciência, os conteúdos mantidos no inconsciente retêm grande parte da catexia psíquica original. A liberação de lembranças ou impulsos proibidos, que buscam gratificação, provoca ansiedade por ser ameaçadora para o ego. O mesmo ocorre quando experiências traumáticas, profundamente soterradas, assolam o ego, exigindo uma elaboração mais aprofundada.

4. MECANISMOS DE DEFESA
Mecanismos de defesa são processos psíquicos inconscientes que aliviam o ego do estado de tensão psíquica entre o id intrusivo, o superego ameaçador e as fortes pressões que emanam da realidade externa.
Devido a esse jogo de forças presente na mente, em que as mesmas se opõem e lutam entre si, surge a ansiedade cuja função é a de assinalar um perigo interno. Esses mecanismos entram em ação para possibilitar que o ego estabeleça soluções de compromisso (para problemas que é incapaz de resolver), ao permitir que alguns componentes dos conteúdos mentais indesejáveis cheguem à consciência de forma disfarçada.
No que tange ao fortalecimento do ego, a eficiência desses mecanismos depende de quão exitosamente o ego alcance maior ou menor integração dessas forças mentais conflitantes, pois diferentes modalidades de formação de compromisso poderão (ou não) vir a tornar-se sintomas psiconeuróticos.
Quanto mais o ego estiver bloqueado em seu desenvolvimento, por estar enredado em antigos conflitos (fixações), apegando-se a modos arcaicos de funcionamento, maior é a possibilidade de sucumbir a essas forças.
Anna Freud em "O Ego e os Mecanismos de Defesa" (1946) [1], formula a hipótese de que o maior temor do ego é o retorno ao estado de fusão inicial com o id, caso a repressão falhe ou os impulsos sejam intensos demais. Para manter o grau de organização atingido, o ego procura proteger-se da invasão das demandas instintivas/pulsionais, provenientes do id, e do retorno dos conteúdos reprimidos.
Assim, em "O Ego e o Id" (1923), Freud diz que a psicanálise é o instrumento que permite ao ego uma conquista progressiva do id.
A psicanálise visa uma transformação paulatina de maiores porções do id em recursos do ego, em seu propósito de tornar consciente o que é inconsciente. Assim, a mente poderá vir a encontrar soluções, previamente inacessíveis ao ego imaturo.
Os principais mecanismos de defesa são os seguintes:
1. Repressão - retirada de idéias, afetos ou desejos perturbadores da consciência, pressionando-os para o inconsciente.
2. Formação reativa - fixação de uma idéia, afeto ou desejo na consciência , opostos ao impulso inconsciente temido.
3. Projeção - sentimentos próprios indesejáveis são atribuídos a outras pessoas.
4. Regressão - retorno a formas de gratificação de fases anteriores, devido aos conflitos que surgem em estágios posteriores do desenvolvimento.
5. Racionalização - substituição do verdadeiro, porém assustador, motivo do comportamento por uma explicação razoável e segura.
6. Negação - recusa consciente para perceber fatos perturbadores. Retira do indivíduo não só a percepção necessária para lidar com os desafios externos, mas também a capacidade de valer-se de estratégias de sobrevivência adequadas.
7. Deslocamento - redirecionamento de um impulso para um alvo substituto.
8. Anulação - através de uma ação, busca-se o cancelamento da experiência prévia e desagradável.
9. Introjeção - estreitamente relacionada com a identificação, visa resolver alguma dificuldade emocional do indivíduo, ao tomar para a própria personalidade certas características de outras pessoas.
10. Sublimação - parte da energia investida nos impulsos sexuais é direcionada à consecução de realizações socialmente aceitáveis (p.ex. artísticas ou científicas).

[1] FREUD, ANNA - O Ego e Os Mecanismos de Defesa, Ed.Civilização Brasileira, RJ, 1978, pag.50
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Friday, June 09, 2006

09/junho/2006.

Educação vem do berço?

A respeito do texto sobre a educação como bem de consumo concordo totalmente com o Tadeu quando ele diz que o tema é complexo, aliás, como todos os aqui tratados. Mas, sempre é preciso dar o pontapé inicial para iniciar os debates e as reflexões.

Aos poucos, os textos irão se complementando e produzirão mais sentido, ok?Hoje, quero dialogar com uma frase postada pelo Raffer: “a educação vem do berço”. Quero deixar bem claro que não se trata da opinião dele, um jovem que se interessa pelas questões da educação neste nosso tempo, mas de muita gente e que tem tanta consistência que já integra o pensamento das novas gerações.

São poucos os que, nos dias atuais, não concordam com a importância de uma educação democrática. Entretanto, nós não temos experiência nessa área e nossa maior dificuldade reside justamente nesse ponto já que a prática da educação democrática é entendida de modos pessoais e particulares.

Entretanto, uma questão é clara: a educação, para ser democrática,
tem de permitir as mesmas oportunidades a todas as crianças e jovens,
correto?Todas as famílias têm restrições.

Algumas econômicas, outras culturais e/ou sociais etc. Quando afirmamos que a educação vem do berço, de largada já eliminamos as oportunidades de uma boa educação para muitas crianças e jovens que nasceram em famílias que não podem, por qualquer que seja o motivo, oferecer uma boa educação a seus filhos.

E vejam que tiramos dessa geração mais nova muitas – talvez as mais importantes - oportunidades por conta de questões que não dizem respeito a eles mesmos. Que culpa tem uma criança em ser filho desta ou daquela família, não é verdade?

Isso não exime a importância da educação familiar, quero que isso fique bem claro. Entretanto, reconhecer que há a possibilidade de muitas famílias não darem conta de seu papel educativo dá maior responsabilidade social à escola, já que ela é a melhor chance para muitas crianças e jovens que não podem aprender com a família questões importantes da vida.

Isso se a escola tem anseios democráticos, é claro. Na teoria, quase todas
afirmam que têm.Consideremos o quadro – geral – do ensino nas escolas públicas.

As dificuldades são imensas e muitas delas são referenciadas à expressão que
estamos analisando. Os professores reclamam que nada podem fazer porque os pais
de seus alunos pouco fazem.

Então, fica uma pergunta para todos nós: num país que tem mais de 70% de seus alunos matriculados no ensino público, como se anuncia o futuro próximo se continuarmos aceitando que educação vem do berço?


Como será a vida dos filhos da classe média, minoria esmagadora da população
mais jovem? Eles terão como companhia essa maioria que, talvez, não possa
oferecer educação de berço como a concebemos.


Pensem...

Tuesday, June 06, 2006

emoção



CONHEÇA OS PERFIS PSICOLÓGICOS

A psicologia moderna trabalha com 4 perfis
psicológicos: Colérico, Melancólico, Sanguíneo e Fleumático.

Esses perfis são fundamentais para as escolhas de
carreira, trabalho, parceiro, sócio e até da modalidade esportiva. Conhecê-los é
essencial para sabermos quem e como somos, o porquê de nossos hábitos e atitudes
e o modo como agimos.


1 - Colérica
É uma pessoa ativa,
otimista e dinâmica. Líder nata, a colérica não tem medo de assumir riscos e de
enfrentar desafios. É trabalhadora, tem uma enorme disposição física e demonstra
muita determinação e perseverança.
Do lado negativo, o perfil colérico é
extremamente agitado e impulsivo, tendendo ao egoísmo e arrogância. Muitas vezes
demonstra insensibilidade e indiferença.


2 - Melancólica
É passiva, muito
sensível e tímida. Extremamente criativa e imaginativa, a melancólica tem fortes
tendências artísticas e pedagógicas. Possui grande empatia e é incapaz de ferir
alguém.
Por outro lado, tende a ser pessimista e ansiosa. Tem baixo nível de
concentração, é distraída, dispersa e perde o foco facilmente. A melancólica tem
dificuldade em cumprir tarefas, enfrentar desafios e correr riscos.


3 - Sanguínea
É ativa,
extremamente sociável e animada. Com alto grau de energia, demonstra grande
capacidade de concentração e disciplina. Tem facilidade para trabalhar em equipe
e lidera pelo exemplo. Preocupa-se com o futuro e com a sua independência.
No entanto, às vezes demonstra ser crédula e boazinha demais. Também tem
tendências a exagero e a acreditar nas próprias fantasias. A sanguínea costuma
ser volúvel e indisciplinada.


4 - Fleumática
É passiva,
dotada de uma calma acima do normal e com alto grau de eficiência e inteligência
prática. Cumpridora, confiável e honestíssima, a fleumática é uma excelente
sócia e parceira. Tem facilidade para cumprir tarefas, ler e pensar e se
interessa por cultura, estudo e desenvolvimento profissional.


Apesar disso, a fleumática é introvertida, indecisa
e muito desconfiada. Ela se desmotiva com facilidade e se contenta com pouco.
Tem fortes tendências para o comodismo e conformismo, além de ser muito
conservadora e rígida. Encontra muita dificuldade em trabalhar em equipe.