Mais que Diploma uma Vivência!

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Friday, November 24, 2006

Violência nas Escolas

CASOS DE SUCESSO Violência nas Escolas

Pesquisadores do CRISP/UFMG traçam perfil da violência e suas conseqüências no cotidiano das escolas de Belo HorizonteAmbientes sociais desfavorecidos levam à disseminação da violência. Esta é uma percepção mais ou menos generalizada em nossa sociedade. O que uma grande parte das pessoas não considera é a relação inversa: como os ambientes violentos vêm desfavorecendo as comunidades nas quais estão inseridos? A escola pode ser um bom demonstrativo dessa inversão. Um estudo realizado em escolas de Belo Horizonte pelo CRISP - Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública, órgão ligado à UFMG, composto por pesquisadores da Universidade e de órgãos públicos envolvidos com o combate à criminalidadeda UFMG - verificou que a instituição escolar vem perdendo seu caráter transformador e seu poder de antídoto da violência para sofrer vandalismo e depredações, tornando-se um retrato do crescimento desordenado desta mesma violência. Violência e criminalidade respondem “presente” na escola Educação sempre foi remédio seguro para tratar sociedades e grupos sociais com problemas com a violência. Na Belo Horizonte de hoje, a realidade das escolas parece desmentir esta máxima. Depredações, ameaças e vandalismo no ambiente escolar fazem parte do dia-a-dia de alunos e professores. Para analisar a interferência da criminalidade e da violência no cotidiano das escolas de Belo Horizonte e seus efeitos no papel de educar e socializar indivíduos, o CRISP, nos últimos 2 anos mobilizou uma equipe de 23 pesquisadores. Os estudiosos partiram da idéia do senso comum de que a violência e a criminalidade estão associadas ao fenômeno da urbanização acelerada e da desigualdade social, o que acabaria por transformar ambientes pobres em violentos. A pesquisa utilizou uma amostragem de 50 escolas estaduais, municipais e particulares e abordou nos questionários questões como o nível de medo presente no cotidiano da escola e até que ponto esse medo provocaria queda de rendimento escolar, trazendo conseqüências para a qualidade do aprendizado.Sempre se soube que as instituições de ensino abrigavam, dentro dos seus muros, um tipo de violência simbólica, através da qual eram explicitadas as relações de poder entre professores e alunos e as disputas entre alunos mais fortes e mais fracos. No decorrer do estudo, foi percebido um outro tipo de violência, que está fora do ambiente escolar, mas que não deixa de interferir na rotina das escolas. Segundo Karina Rabelo, uma das coordenadoras da pesquisa, a criminalidade se manifesta de forma expressiva nas imediações da escola. Esses ambientes se tornam, então, palco de conflitos constantes que acabam por fazer parte do cotidiano escolar. A violência das ruas invade a escola. A equipe de pesquisadores verificou que ambientes violentos comprometem os serviços prestados à comunidade e chegam a inverter a relação. A escola que sempre atuou como principal tutora da educação, tendo um papel social importante junto à comunidade, apareceu como uma vítima do ambiente no qual está inserida, absorvendo e reproduzindo a crescente violência da sociedade. O estudo revelou que a violência interfere na sensação de segurança do aluno, comprometendo a satisfação com seu aprendizado. Além disso, foi evidenciado que os alunos reconheciam que fatores como a desordem e a ausência de controle exercido pela escola sobre o seu público favoreciam eventos violentos.Também foi evidenciado que uma relação saudável entre professor, aluno e representante da comunidade é benéfica para todos. A cooperação e a prática do diálogo entre a escola e as comunidades caracterizam as regiões com menor índice de violência. Os estudos, que foram finaciados pela Ford Foundation sob coordenação geral de Cláudio Beato, estão em fase de conclusão e os resultados serão publicados em breve. O relatório final vai conter dados referentes à pesquisa com os professores e o cruzamento destes dados com os coletados junto aos alunos. A intenção é tornar o relatório final, com todos os anexos pertencentes ao estudo, disponível no site do CRISP - www.crisp.ufmg.br.


A violência nas escolas
A violência protagonizada pelos jovens nas escolas é uma realidade inegável. A sociedade terá que se organizar e insurgir-se activamente contra este fenómeno. De igual modo, a escola terá que ajustar os seus conteúdos programáticos e acercar-se mais às crianças. Devido às exigências, as famílias muitas vezes destituem-se da sua função educativa, delegando-a à escola. No meio de toda esta confusão, estão as crianças, que, actuam conforme aquilo que observam e agem consoante os estímulos do meio. Meio esse que por vezes oferece modelos de conduta e referências positivas questionáveis.


A violência na escola
Os meios de comunicação audiovisual, não raras vezes retratam acontecimentos violentos protagonizados pelos alunos nas escolas. De facto, "inverteram-se os papéis; os métodos violentos de alguns professores eram tradicionalmente mais frequentes no mundo escolar: castigo físico, humilhações verbais…" (Fermoso: 1998:85). Actualmente, os professores não podem exercer qualquer tipo de castigo aos alunos sob pena de sofrerem sanções disciplinares, mas e os alunos? Que perfil apresentam os adolescentes que se envolvem em actos de violência nas escolas portuguesas?
Um estudo realizado em 2001 por Margarida Matos e Susana Carvalhosa baseado em inquéritos a 6903 alunos de escolas escolhidas aleatoriamente, com as idades médias de 11, 13 e 16 anos, analisaram a violência na escola entre vítimas, provocadores (incitação na forma de insulto ou gozo de um aluno mais velho e mais forte do que o outro) e outros (similarmente vítimas e provocadores) demonstram os seguintes dados bastante curiosos:
Mais de metade dos alunos inqueridos são do sexo feminino (53.0%);
25.7% dos jovens afirmaram terem estado envolvidos em comportamentos de violência, tanto como vitimas, provocadores ou duplamente envolvidos;
As vítimas de violência são maioritariamente masculinas (58.0%);
Os inqueridos que se envolveram em comportamentos de violência em todas as suas formas situavam-se nos 13 anos de idade;
Os jovens provocadores de violência são aqueles que têm hábitos de consumo de tabaco, álcool e mesmo de embriaguez. Também são os que experimentaram e consumiram drogas no mês anterior à realização do inquérito;
Quanto às lutas, nos últimos meses anteriores ao inquérito, 19.08% dos jovens envolveram-se em comportamentos violentos;
Os vitimados pela violência, são os que andam com armas (navalha ou pistola) com o intuito da sua própria defesa;
Os adolescentes que vêem televisão quatro horas ou mais por dia são os que estão mais frequentemente envolvidos em actos de violência;
As vítimas e os agentes de violência não gostam de ir à escola, acham aborrecido ter que a frequentar e não se sentem seguros no espaço escolar;
Para os actores de violência a comunicação com as figuras parentais é difícil;
16.05% das vítimas vive em famílias monoparentais e 10.9% dos provocadores vive com famílias reconstruídas;
Quanto aos professores, os alunos sujeitos e alvos de violência consideram que estes não os encorajam a expressar os seus pontos de vista, não os tratam com justiça, não os ajudam quando eles precisam e não se interessam por eles enquanto pessoas;
Em relação ao relacionamento entre grupo de pares, estes adolescentes referem a pouca simpatia e préstimo e não-aceitação por parte dos colegas de turma, a dificuldade em obter novas amizades, ausência quase total de amigos íntimos.
Este estudo vem reforçar a relevância dos contextos sociais dos jovens, aparecendo bem focados como factores desencadeadores de comportamentos violentos a desagregação familiar, a pouca ou inexistente atracção pela escola, o grupo de amigos aliados à posse de armas, consumo de estupefacientes, álcool e tabaco e visionamento excessivo de televisão.
Os comportamentos violentos na escola têm uma intencionalidade lesiva. Podem ser exógenos, ou seja, determinados de fora para dentro, como acontece nos bairros degradados invadidos pela miséria e pela toxicodependência, onde agentes estranhos ao meio o invadem e destroem; pode tratar-se de violência contra a escola, em que alunos problema assumem um verdadeiro desafio à ordem e à hierarquia escolares, destruindo material e impondo um clima de desrespeito permanente; ou são simplesmente comportamentos violentos na escola, que ocorrem sobretudo quando esta não organiza ambientes suficientemente tranquilos para a construção de valores característicos a este local. A violência pode ser desencadeada fruto de muitas situações de indisciplina que não foram resolvidas e que constituem a origem de um comportamento mais agressivo.
Para combater a violência, a escola tem de analisar a forma como é exercido o seu controlo, tem que se organizar pedagogicamente, para conseguir deter a violência não só interior mas também exterior.
Alunos e escola: adversários ou aliados?
O senso comum mostra-nos que a relação entre aluno e escola apresenta múltiplas fases ao longo do caminho do indivíduo. Nos primeiros anos, nomeadamente creche e infantário, ou mesmo ensino básico, as crianças ficam ansiosas por ir para a escola: é lá que estão os seus colegas de brincadeiras, os educadores/professores são durante alguns anos os mesmos, pelo que as relações afectivas são intensificadas e todos os conceitos são apreendidos de forma agradável e lúdica.
A desvalorização do lado afectivo, a introdução de maior formalidade no relacionamento e a constante troca de professores consoante as disciplinas, faz com que se registe um esmorecimento nesta relação entre alunos e escola.
Em Portugal, o sistema educativo tem vindo a sofrer grandes alterações. Diminuíram substancialmente os alunos do 1º ciclo do Ensino Básico, procedeu-se à obrigatoriedade da escolarização até ao 9º ano, o ensino secundário foi palco de sucessivas e controversas transformações. O panorama escolar não é muito animador, conforme retratam os meios audiovisuais: alto índice de retenções, sendo a matemática o real «calcanhar de Aquiles» de qualquer Ministério da Educação, o abandono e absentismo escolar, a violência e indisciplina no espaço escolar. Por outro lado, a exigência do Ministério da Educação no cumprimento dos conteúdos programáticos, a falta de coesão entre o corpo docente, faz com que estes se alheiem dos alunos e não tenham disponibilidade para os problemas decorrentes da juventude.
Se os alunos são provenientes de famílias organizadas com razoável cultura e escolaridade, conseguem aprender e serem alunos com aproveitamento. Contrariamente, se provêm de uma base familiar desagregada, com inúmeros problemas, rapidamente caminham para a reprovação, indisciplina e mesmo violência. A este propósito, o "Jornal de Noticias" do dia 3 de Maio de 2004 relata uma notícia de um adolescente de 13 anos que se encontra em tratamento numa clínica de recuperação de toxicodependentes e que na escola "atirava cadeiras à professora", possuindo actualmente o segundo ano do ensino básico, não sabendo ler nem escrever, somente assinar o seu nome.
Felizmente, em muitas escolas, o panorama é diferente. A comunidade educativa organiza-se mesmo que minimamente e em conjunto, professores, alunos, pais e funcionários reflectem sobre as diversas temáticas ou problemas.
A organização pedagógica da escola é o pilar essencial para a prevenção dos problemas relacionados com o abandono, absentismo, indisciplina e violência.

Thursday, August 17, 2006

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O jogo simbólico é a representação corporal do imaginário, e apesar de nele predominar a fantasia, a atividade psico-motora exercida acaba por prender a criança à realidade. Na sua imaginação ela pode modificar sua vontade, usando o "faz de conta", mas quando expressa corporalmente as atividades, ela precisa respeitar a realidade concreta e as relações do mundo real. Por essa via, quando a criança estiver mais velha, é possível estimular a diminuição da atividade centrada em si própria, para que ela vá adquirindo uma socialização crescente.

As características dos jogos simbólicos são: liberdade de regras (menos as criadas pela criança); desenvolvimento da imaginação e da fantasia; ausência de objetivo explícito ou consciente para a criança; lógica própria com a realidade;
assimilação da realidade ao "eu".

No jogo simbólico a criança sofre modificações, a medida que vai progredindo em seu desenvolvimento rumo à intuição e à operação. E finalmente, numa tendência
imitativa, a criança busca coerência com a realidade.
Na pré-escola, o raciocínio lógico ainda não é suficiente para que ela dê explicações coerentes a respeito de certas coisas. O poder de fantasiar ainda prepondera sobre o poder de explicar.

Então, pelo jogo simbólico, a criança exercita não só sua capacidade de pensar ou seja, representar simbolicamente suas ações, mas também, suas habilidades motoras, já que salta, corre, gira, transporta, rola, empurra, etc. Assim é que se transforma em pai/mãe para seus bonecos ou diz que uma cadeira é um trem. Didaticamente devemos explorar com muita ênfase as imitações sem modelo, as dramatizações, os desenhos e pinturas, o faz de conta, a linguagem, e muito mais, permitir que realizem os jogos simbólicos, sozinhas e com outras crianças, tão importantes para seu desenvolvimento cognitivo e para o equilíbrio emocional.


Piaget:Descreve quatro estruturas básicas de jogos infantis, que vão se sucedendo e se sobrepondo nesta ordem: Jogo de exercício, Jogo simbólico/dramático, Jogo de construção, Jogo de regras. A importância do jogo de regras, é que quando a criança aprende a lidar com a delimitação, no espaço, no tempo, no tipo de atividade válida, o que pode e o que não pode fazer, garante-se uma certa regularidade que organiza a ação tornando-a orgânica.
O valor do conteúdo de um jogo deve ser considerado em relação ao estágio de desenvolvimento em que se encontra a criança, isto é, como a criança adquire conhecimento e raciocina.
Constance Kamiie: Cita alguns critérios para que um jogo possa ser útil no processo
educacional: - Proposição de alguma coisa interessante e desafiadora para as crianças resolverem.
-Permitir que as crianças possam se auto-avaliar quanto a seu desempenho.
-Permitir que todos os jogadores possam participar ativamente, do começo ao fim
do jogo

Thursday, June 22, 2006

Aula do dia 21 de junho - Unopar - Psicologia da Educação


1. INCONSCIENTE, PRÉ-CONSCIENTE, CONSCIENTE
Freud distinguiu três níveis de consciência, em sua inicial divisão topográfica da mente:
consciente - diz respeito à capacidade de ter percepção dos sentimentos, pensamentos, lembranças e fantasias do momento;
pré-consciente- relaciona-se aos conteúdos que podem facilmente chegar à consciência;
inconsciente- refere-se ao material não disponível à consciência ou ao escrutínio do indivíduo.
Freud desenvolveu a teoria psicanalítica, baseado em sua experiência clínica. O ponto nuclear dessa teoria é o postulado da existência do inconsciente como:
a) um receptáculo de lembranças traumáticas reprimidas;
b) um reservatório de impulsos que constituem fonte de ansiedade, por serem socialmente ou eticamente inaceitáveis para o indivíduo.
As motivações inconscientes estão disponíveis para a consciência, apenas de forma disfarçada. Sonhos e lapsos de linguagem, por exemplo, são exemplos dissimulados de conteúdos inconscientes não confrontados diretamente.
Muitos experimentos da Psicobiologia vêm corroborando a validade das idéias psicanalíticas sobre o inconsciente.

2. ID, EGO, SUPEREGO
De acordo com a teoria estrutural da mente, o id, o ego e o superego funcionam em diferentes níveis de consciência. Há um constante movimento de lembranças e impulsos de um nível para o outro.
O id é o reservatório inconsciente das pulsões, as quais estão sempre ativas. Regido pelo princípio do prazer, o id exige satisfação imediata desses impulsos, sem levar em conta a possibilidade de conseqüências indesejáveis.
O ego funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, embora também contenha elementos inconscientes, pois evoluiu do id. Regido pelo princípio da realidade, o ego cuida dos impulsos do id, tão logo encontre a circunstância adequada. Desejos inadequados não são satisfeitos, mas reprimidos.
Apenas parcialmente consciente, o superego serve como um censor das funções do ego (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais), sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição.


3. ANSIEDADE
Medo é a resposta emocional a um perigo real. Ansiedade é uma reação de temor ou apreensão diante de situações inócuas ou pode ser uma resposta desproporcional ao grau real de 'stress' externo.
Os sintomas psicossomáticos podem ser: palpitações, boca seca, dilatação das pupilas, falta de ar, transpiração, sintomas abdominais, tremores e tontura. As reações emocionais também incluem irritabilidade, dificuldade de concentração, inquietação e evitação da situação ou objeto temido.
Ansiedade é a expressão sintomática de um conflito emocional interno que ocorre quando certas experiências, sentimentos e impulsos muito perturbadores são suprimidos da consciência.
Mesmo fora da consciência, os conteúdos mantidos no inconsciente retêm grande parte da catexia psíquica original. A liberação de lembranças ou impulsos proibidos, que buscam gratificação, provoca ansiedade por ser ameaçadora para o ego. O mesmo ocorre quando experiências traumáticas, profundamente soterradas, assolam o ego, exigindo uma elaboração mais aprofundada.

4. MECANISMOS DE DEFESA
Mecanismos de defesa são processos psíquicos inconscientes que aliviam o ego do estado de tensão psíquica entre o id intrusivo, o superego ameaçador e as fortes pressões que emanam da realidade externa.
Devido a esse jogo de forças presente na mente, em que as mesmas se opõem e lutam entre si, surge a ansiedade cuja função é a de assinalar um perigo interno. Esses mecanismos entram em ação para possibilitar que o ego estabeleça soluções de compromisso (para problemas que é incapaz de resolver), ao permitir que alguns componentes dos conteúdos mentais indesejáveis cheguem à consciência de forma disfarçada.
No que tange ao fortalecimento do ego, a eficiência desses mecanismos depende de quão exitosamente o ego alcance maior ou menor integração dessas forças mentais conflitantes, pois diferentes modalidades de formação de compromisso poderão (ou não) vir a tornar-se sintomas psiconeuróticos.
Quanto mais o ego estiver bloqueado em seu desenvolvimento, por estar enredado em antigos conflitos (fixações), apegando-se a modos arcaicos de funcionamento, maior é a possibilidade de sucumbir a essas forças.
Anna Freud em "O Ego e os Mecanismos de Defesa" (1946) [1], formula a hipótese de que o maior temor do ego é o retorno ao estado de fusão inicial com o id, caso a repressão falhe ou os impulsos sejam intensos demais. Para manter o grau de organização atingido, o ego procura proteger-se da invasão das demandas instintivas/pulsionais, provenientes do id, e do retorno dos conteúdos reprimidos.
Assim, em "O Ego e o Id" (1923), Freud diz que a psicanálise é o instrumento que permite ao ego uma conquista progressiva do id.
A psicanálise visa uma transformação paulatina de maiores porções do id em recursos do ego, em seu propósito de tornar consciente o que é inconsciente. Assim, a mente poderá vir a encontrar soluções, previamente inacessíveis ao ego imaturo.
Os principais mecanismos de defesa são os seguintes:
1. Repressão - retirada de idéias, afetos ou desejos perturbadores da consciência, pressionando-os para o inconsciente.
2. Formação reativa - fixação de uma idéia, afeto ou desejo na consciência , opostos ao impulso inconsciente temido.
3. Projeção - sentimentos próprios indesejáveis são atribuídos a outras pessoas.
4. Regressão - retorno a formas de gratificação de fases anteriores, devido aos conflitos que surgem em estágios posteriores do desenvolvimento.
5. Racionalização - substituição do verdadeiro, porém assustador, motivo do comportamento por uma explicação razoável e segura.
6. Negação - recusa consciente para perceber fatos perturbadores. Retira do indivíduo não só a percepção necessária para lidar com os desafios externos, mas também a capacidade de valer-se de estratégias de sobrevivência adequadas.
7. Deslocamento - redirecionamento de um impulso para um alvo substituto.
8. Anulação - através de uma ação, busca-se o cancelamento da experiência prévia e desagradável.
9. Introjeção - estreitamente relacionada com a identificação, visa resolver alguma dificuldade emocional do indivíduo, ao tomar para a própria personalidade certas características de outras pessoas.
10. Sublimação - parte da energia investida nos impulsos sexuais é direcionada à consecução de realizações socialmente aceitáveis (p.ex. artísticas ou científicas).

[1] FREUD, ANNA - O Ego e Os Mecanismos de Defesa, Ed.Civilização Brasileira, RJ, 1978, pag.50
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Friday, June 09, 2006

09/junho/2006.

Educação vem do berço?

A respeito do texto sobre a educação como bem de consumo concordo totalmente com o Tadeu quando ele diz que o tema é complexo, aliás, como todos os aqui tratados. Mas, sempre é preciso dar o pontapé inicial para iniciar os debates e as reflexões.

Aos poucos, os textos irão se complementando e produzirão mais sentido, ok?Hoje, quero dialogar com uma frase postada pelo Raffer: “a educação vem do berço”. Quero deixar bem claro que não se trata da opinião dele, um jovem que se interessa pelas questões da educação neste nosso tempo, mas de muita gente e que tem tanta consistência que já integra o pensamento das novas gerações.

São poucos os que, nos dias atuais, não concordam com a importância de uma educação democrática. Entretanto, nós não temos experiência nessa área e nossa maior dificuldade reside justamente nesse ponto já que a prática da educação democrática é entendida de modos pessoais e particulares.

Entretanto, uma questão é clara: a educação, para ser democrática,
tem de permitir as mesmas oportunidades a todas as crianças e jovens,
correto?Todas as famílias têm restrições.

Algumas econômicas, outras culturais e/ou sociais etc. Quando afirmamos que a educação vem do berço, de largada já eliminamos as oportunidades de uma boa educação para muitas crianças e jovens que nasceram em famílias que não podem, por qualquer que seja o motivo, oferecer uma boa educação a seus filhos.

E vejam que tiramos dessa geração mais nova muitas – talvez as mais importantes - oportunidades por conta de questões que não dizem respeito a eles mesmos. Que culpa tem uma criança em ser filho desta ou daquela família, não é verdade?

Isso não exime a importância da educação familiar, quero que isso fique bem claro. Entretanto, reconhecer que há a possibilidade de muitas famílias não darem conta de seu papel educativo dá maior responsabilidade social à escola, já que ela é a melhor chance para muitas crianças e jovens que não podem aprender com a família questões importantes da vida.

Isso se a escola tem anseios democráticos, é claro. Na teoria, quase todas
afirmam que têm.Consideremos o quadro – geral – do ensino nas escolas públicas.

As dificuldades são imensas e muitas delas são referenciadas à expressão que
estamos analisando. Os professores reclamam que nada podem fazer porque os pais
de seus alunos pouco fazem.

Então, fica uma pergunta para todos nós: num país que tem mais de 70% de seus alunos matriculados no ensino público, como se anuncia o futuro próximo se continuarmos aceitando que educação vem do berço?


Como será a vida dos filhos da classe média, minoria esmagadora da população
mais jovem? Eles terão como companhia essa maioria que, talvez, não possa
oferecer educação de berço como a concebemos.


Pensem...

Tuesday, June 06, 2006

emoção



CONHEÇA OS PERFIS PSICOLÓGICOS

A psicologia moderna trabalha com 4 perfis
psicológicos: Colérico, Melancólico, Sanguíneo e Fleumático.

Esses perfis são fundamentais para as escolhas de
carreira, trabalho, parceiro, sócio e até da modalidade esportiva. Conhecê-los é
essencial para sabermos quem e como somos, o porquê de nossos hábitos e atitudes
e o modo como agimos.


1 - Colérica
É uma pessoa ativa,
otimista e dinâmica. Líder nata, a colérica não tem medo de assumir riscos e de
enfrentar desafios. É trabalhadora, tem uma enorme disposição física e demonstra
muita determinação e perseverança.
Do lado negativo, o perfil colérico é
extremamente agitado e impulsivo, tendendo ao egoísmo e arrogância. Muitas vezes
demonstra insensibilidade e indiferença.


2 - Melancólica
É passiva, muito
sensível e tímida. Extremamente criativa e imaginativa, a melancólica tem fortes
tendências artísticas e pedagógicas. Possui grande empatia e é incapaz de ferir
alguém.
Por outro lado, tende a ser pessimista e ansiosa. Tem baixo nível de
concentração, é distraída, dispersa e perde o foco facilmente. A melancólica tem
dificuldade em cumprir tarefas, enfrentar desafios e correr riscos.


3 - Sanguínea
É ativa,
extremamente sociável e animada. Com alto grau de energia, demonstra grande
capacidade de concentração e disciplina. Tem facilidade para trabalhar em equipe
e lidera pelo exemplo. Preocupa-se com o futuro e com a sua independência.
No entanto, às vezes demonstra ser crédula e boazinha demais. Também tem
tendências a exagero e a acreditar nas próprias fantasias. A sanguínea costuma
ser volúvel e indisciplinada.


4 - Fleumática
É passiva,
dotada de uma calma acima do normal e com alto grau de eficiência e inteligência
prática. Cumpridora, confiável e honestíssima, a fleumática é uma excelente
sócia e parceira. Tem facilidade para cumprir tarefas, ler e pensar e se
interessa por cultura, estudo e desenvolvimento profissional.


Apesar disso, a fleumática é introvertida, indecisa
e muito desconfiada. Ela se desmotiva com facilidade e se contenta com pouco.
Tem fortes tendências para o comodismo e conformismo, além de ser muito
conservadora e rígida. Encontra muita dificuldade em trabalhar em equipe.

Saturday, May 27, 2006

Criança

DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA



Toda criança tem direito à igualdade, sem distinção de raça, sexo, religião ou nacionalidade.
Toda criança tem direito à proteção especial para o seu desenvolvimento físico, mental e social.
Toda criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade.
Toda criança tem direito à alimentação, moradia e assistência médica adequadas para a criança e a mãe.
Toda criança física, mental ou socialmente incapacitada tem direito à educação e a cuidados especiais.
Toda criança tem direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade.
Toda criança tem direito à educação gratuita e ao lazer infantil.
Toda criança tem direito a ser socorrido em primeiro lugar, em quaisquer circunstâncias.
Toda criança tem direito a ser protegido contra o abandono e a exploração no trabalho.
Toda criança tem direito a crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.












Tenhais confiança não no mestre, mas no ensinamento

"Tenhais confiança não no mestre, mas no ensinamento.
Tenhais confiança não no ensinamento, mas no espírito das palavras.
Tenhais confiança não na teoria, mas na experiência.
Não creiais em algo simplesmente porque vós ouvistes.
Não creiais nas tradições simplesmente porque elas têm sido mantidas de geração para geração.
Não creiais em algo simplesmente porque foi falado e comentado por muitos.
Não creiais em algo simplesmente porque está escrito em livros sagrados; não creiais no que imaginais, pensando que um Deus vos inspirou.
Não creiais em algo meramente baseado na autoridade de seus mestres e anciãos.
Mas após contemplação e reflexão, quando vós percebeis que algo é conforme ao que é razoável e leva ao que é bom e benéfico tanto para vós quanto para os outros, então o aceiteis e façais disto a base de sua vida."

Gautama Buddha - Kalama Sutra








Todos somos livres como
Crianças...





Trabalho de Sociologia




Toda Quarta...



Estou muito triste em ter tirado
MUITO BOM
no trabalho,
mas realmente,
eu não entendi o que era pra fazer...
Bem também não é uma
péssima nota.

Mas...
Vou ter que recuperar!

Claro...

Também o que eu queria,
Se escrevemos com nossas palavras
é muito bom...
Se copiamos e colamos
é excelente
essa UNOPAR é doida!!!